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Calor e chuva antecipam revoada de cupins voadores no Rio

G1
08 de Setembro de 2026 às 12:59
3 min de leitura
Calor e chuva antecipam revoada de cupins voadores no Rio

Calor e chuva antecipam revoada de cupins voadores no Rio Moradores de diferentes pontos do Rio de Janeiro registraram uma grande quantidade de cupins voadores nos últimos dias. Conhecidos popularmente como aleluias ou siriris, os insetos costumam aparecer em revoadas principalmente durante a primavera e o verão, mas já começaram a ser vistos em agosto, atraídos pelas luzes de casas, postes e outros pontos iluminados. Vídeos publicados nas redes sociais mostram os insetos voando em volta de lâmpadas e se acumulando em residências. Um dos registros foi feito em Sepetiba, na Zona Oeste. A grande quantidade de insetos causa incômodo, principalmente quando eles conseguem entrar nas casas. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Cupins alados se concentram ao redor de lâmpada em uma residência, em Sepetiba Reprodução / TV Globo Os insetos são chamados por algumas pessoas de “mosquitos de luz”, mas não têm relação com os mosquitos. Eles são cupins em sua fase reprodutiva e deixam as colônias em grandes revoadas para encontrar parceiros, acasalar e formar novas colônias. Chuva e calor favorecem revoadas De acordo com Arion Tulio Aranda, curador da Coleção de Simulídeos do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), o fenômeno costuma ocorrer depois de períodos de chuva, quando o solo fica mais úmido, combinado com noites de temperaturas elevadas. “Normalmente, o que acontece depois de dias de chuva, o solo fica mais amolecido, tem noites de calor, os cupins fazem essa revoada de acasalamento. Só que isso é esperado que aconteça mais pra primavera e pro verão. O fato da gente estar percebendo essas revoadas de aleluia ou de siriri, como eles são popularmente conhecidos, é um indicativo de que as mudanças climáticas estão aí”, explicou o especialista. Durante a revoada, os cupins voadores são atraídos por fontes de luz, que funcionam como pontos de orientação durante o voo. Por isso, é comum encontrar grandes concentrações dos insetos próximas a lâmpadas de casas, postes e estabelecimentos comerciais. Depois do voo, os cupins perdem as asas e procuram locais adequados para formar uma nova colônia. É comum encontrar as asas espalhadas pelo chão ou acumuladas próximas às lâmpadas. Cupins alados voadores ao redor de lâmpada de um poste Reprodução / TV Globo Como evitar os insetos dentro de casa Para reduzir a entrada dos cupins alados nas residências durante as revoadas, uma das medidas é apagar as luzes externas no fim da tarde e manter portas e janelas fechadas durante o período de maior atividade dos insetos. Também é possível manter os ambientes externos menos iluminados e deixar a iluminação concentrada em áreas internas. Apesar do incômodo provocado pelas revoadas, os cupins voadores não picam e não são conhecidos por transmitir doenças aos seres humanos. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop.
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