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Família de SP troca casa por veleiro e viaja pelo mundo há 4 anos: 'Vivendo'

G1
08 de Setembro de 2026 às 09:31
5 min de leitura
Família de SP troca casa por veleiro e viaja pelo mundo há 4 anos: 'Vivendo'

Família do litoral de SP que mora em veleiro revelam que não tem data para voltar Uma família de Guarujá, no litoral de São Paulo, está há quatro anos vivendo a bordo de um veleiro e dando a volta ao mundo. Andréa Ruber de Freitas Westphal, de 43 anos, o marido, Luciano Westphal, de 47, e os filhos Leah e Ian, de 7 e 5 anos, partiram de Grenada, no Caribe, em agosto de 2022, e ainda não sabem quando vão retornar ao Brasil. Ao g1, Andréa contou que o plano inicial era concluir o percurso em três ou quatro anos. Atualmente, porém, eles percebem que ainda estão longe de terminar a viagem. "Depois de quatro anos, estamos percebendo que a nossa volta ao mundo deixou de ser apenas uma viagem para se tornar a nossa própria maneira de viver", disse. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Antes de transformar o veleiro Liberdade em casa, Luciano, que já havia trabalhado na área náutica, tinha o sonho de navegar pelo mundo. O casal comprou um barco na Flórida e, durante três anos, aproveitou as férias para velejar pelas Bahamas. Família deixou Guarujá (SP) em 2022 para viver velejando Arquivo Pessoal Em 2018, nasceu a primeira filha, Leah. Na época, os dois compraram outro veleiro e planejavam iniciar a viagem de volta ao mundo quando a menina completasse um ano. A pandemia de Covid-19, porém, adiou os planos. Nesse período, o casal decidiu ter o segundo filho e aproveitar a facilidade de ainda estar em terra. Ian nasceu em 2021, e os pais esperaram até que ele completasse um ano para finalmente partir. Uma volta ao mundo sem prazo para terminar Desde então, a família já passou pelo Caribe, pela Colômbia, pelo Panamá e por diferentes ilhas do Pacífico. O percurso incluiu Bonaire, Curaçao, Aruba, Cartagena, Bocas del Toro, a travessia do Canal do Panamá, as Ilhas Galápagos, as Marquesas, a Polinésia Francesa, Niue, Tonga, Fiji e Nova Zelândia. Em alguns desses destinos, a permanência foi mais longa. Eles passaram cerca de um ano na Polinésia Francesa e seis meses na Nova Zelândia. Atualmente, estão novamente em Fiji, na Oceania. Para Leah e Ian, a viagem também representa uma infância diferente. Os irmãos seguem um currículo americano e, sempre que possível, estudam presencialmente durante as paradas. Desde o início da jornada, já frequentaram escolas em Grenada, no Panamá, na Polinésia Francesa e na Nova Zelândia. No veleiro, o aprendizado também faz parte da rotina. Segundo Andréa, as próprias experiências da viagem servem como oportunidade de estudo. "Geografia aparece durante as navegações, história no contato com diferentes culturas e biologia nas experiências com animais e ambientes marinhos", relatou. Para os pais, estar constantemente ao lado dos filhos é uma das principais vantagens da escolha. A vida a bordo permite acompanhar de perto as descobertas e as diferentes fases das crianças, mas também significa abrir mão de uma infância mais convencional. "Quando decidimos viver dessa maneira, sabíamos que estávamos escolhendo para elas uma infância diferente da convencional. Não queríamos necessariamente que elas tivessem uma infância mais fácil, mas uma infância mais vivida", relatou o casal. Andréa, Luciano e os filhos Leah e Ian, de 7 e 5, descobriram uma nova vida a bordo do veleiro Arquivo Pessoal Rotina no veleiro Apesar das paisagens e dos destinos paradisíacos, a vida a bordo está longe de ser apenas navegar e conhecer novos lugares. Os dias são divididos entre estudos, trabalho, preparo das refeições, planejamento das próximas etapas e manutenção do veleiro. Andréa edita vídeos para o YouTube e administra as redes sociais. Luciano, que tem experiência na área náutica, passou a fazer consultorias e trabalhos de manutenção de motores durante a viagem. Segundo eles, a principal fonte de renda da família vem de investimentos. A alimentação também exige planejamento, principalmente antes de travessias longas ou da chegada a regiões mais remotas. O barco precisa estar abastecido e em condições de seguir viagem, já que qualquer problema pode mudar os planos. A adaptação à vida a bordo também significou deixar para trás objetos, uma casa e a rotina que tinham no Brasil. "Inicialmente foi muito difícil, porque a sensação que tínhamos era de realmente estar deixando tudo para trás. Com o passar dos anos, percebemos que agora só precisamos ter com a gente coisas que realmente importam", afirmou o casal. Família vive a bordo do veleiro Liberdade. Arquivo Pessoal Vivendo o mundo Depois de quatro anos, a família já conhece o lado menos romântico da vida no mar. Há dias de paisagens paradisíacas, mas também travessias difíceis, problemas no barco, preocupações com o clima e tarefas que precisam ser resolvidas antes de qualquer passeio. "A vida a bordo não é uma vida perfeita e muito menos férias permanentes. É uma vida real, com cansaço, responsabilidades, medo, trabalho e problemas, só que é uma vida única, incrível em todos os sentidos", relatou Andréa. Para ela, a liberdade conquistada com a mudança não significa ausência de responsabilidades. Os quatro precisam cuidar da casa, da segurança, da alimentação, do trabalho, dos estudos e do próprio barco. É uma rotina que exige preparação constante e na qual as decisões são tomadas em família. Mesmo sem saber quando a viagem vai terminar, Andréa diz que a experiência deixou de ser vista apenas como uma longa viagem. O veleiro se tornou a casa, e cada novo destino passou a fazer parte da vida dos quatro. "Hoje, não sentimos que estamos vivendo ‘'onge do mundo'. Sentimos justamente o contrário. Estamos vivendo o mundo", finalizou ela. Família de Guarujá vive a bordo de um veleiro há quatro anos. Arquivo Pessoal VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos
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