Mobilização de ministros aposentados pressiona Fachin
A carta aberta de ministros aposentados do Supremo Tribunal Federal (STF) ao presidente da corte, a Edson Fachin, foi costurada ao longo do fim de semana e teve uma mobilização para localizar ex-colegas, alguns fora do Brasil. O blog ouviu três signatários, que afirmaram estar "extremamente" preocupados com o impacto na confiança institucional do STF das revelações e também dos embates internos na corte. Desde o meio da semana passada, ministros aposentados começaram a trocar ideias sobre o conteúdo. Entre sexta (4) e sábado (5), houve uma força tarefa para localizar ministros e arredondar um texto enxuto, mas que fosse contundente. Em carta a Fachin, ministros aposentados defendem 'imediata e rigorosa apuração' Os pontos centrais acordados foram a necessidade de uma sessão plenária aberta, para evitar novas reuniões fechadas — como a que enterrou indícios levados pela Polícia Federal acerca do ministro Dias Toffoli —, e a apuração ampla dos fatos por meio de inquérito. Um dos signatários reconheceu ainda que há a preocupação com a sucessão no STF e o risco institucional da próxima presidência ser de Alexandre de Moraes antes de indícios que surgiram serem apurados. Perguntados sobre nomes que não assinaram a carta, os signatários preferiram não se manifestar. LEIA TAMBÉM: Barroso fica fora de manifesto de ex-ministros e busca saída interna para crise no STF Rosa Weber, Joaquim Barbosa e Ayres Britto e outros 10 ministros aposentados pedem a Fachin 'imediata e rigorosa' apuração de crise no STF Reprodução
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