‘Se o Flávio Bolsonaro for eleito, o Vorcaro não fica na cadeia. Eles vão combinar o que fazer com os R$ 40 bilhões que estão fora do Brasil’, diz Haddad em SP
O candidato do PT, Fernando Haddad, durante entrevista nesta terça-feira (8) na rádio Nova Brasil FM, em SP. Reprodução/Redes Sociais O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, rebateu nesta terça-feira (8) as declarações do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), que associou o escândalo do Banco Master à gestão do presidente Lula (PT). Em entrevista à rádio Nova Brasil FM, na capital paulista, Haddad afirmou que o Banco Master é um escândalo da gestão do pai de Flávio Bolsonaro. “O Banco Master financiou a campanha do Jair Bolsonaro e do Tarcísio de Freitas, não foi a minha e nem a do presidente Lula. Financiou as campanhas de quem ele tinha vínculos. Quem liquidou o Banco Master foi o governo Lula. Quem prendeu o Daniel Vorcaro foi a Polícia Federal do governo Lula”, disse Haddad. “Se o Flávio Bolsonaro for eleito, o Vorcaro não fica na cadeia. Pode anotar o que eu estou falando. O Banco Master não seria liquidado se o Bolsonaro pai fosse reeleito. Ia continuar roubando como continuou roubando durante o governo dele inteiro, sem ninguém fazer nada. E eles vão combinar o que fazer com os R$ 40 bilhões que estão fora do Brasil em nome sabe Deus de quem. São R$ 40 bilhões de dinheiro público que estão fora do Brasil sendo geridos por fundos de laranjas do Vorcaro”, declarou. Leia também: Flávio Bolsonaro chama 8 de janeiro de farsa, diz que STF não é Alexandre de Moraes e que 'povo quer mudança' em ato na Paulista Renan Santos faz ato no Ibirapuera e pede afastamento de Toffoli e Moraes do STF, de Andrei da PF e de Gonet da PGR Zema estende painel em prédio na Avenida Paulista com boneco de Moraes preso Credcesta, ligado ao Master, ficou habilitado por 3 anos no governo Tarcísio e movimentava R$ 25 milhões por mês, diz governador O candidato do PT também comentou a declaração feita por Flávio Bolsonaro no ato desta segunda-feira (7), na Avenida Paulista. No evento, o senador do PL disse que “quem vota em Lula está votando em Moraes”. Haddad afirmou que Lula mantém uma relação institucional com todos. “O presidente Lula tem conversas com todos os ministros do Supremo, não com um ou outro. Ele já se reuniu com o André Mendonça, com Toffolli, Gilmar Mendes, Fux, Carmen Lúcia e Fachin. Tem uma coisa que se chama institucionalidade (...) Isso não significa proteger quem quer que seja. Ele não protege o filho dele, ministro do Supremo, ministro dele, senador. Não protege ninguém. Não proteger é deixar a Polícia Federal fazer seu trabalho. Deixar o Ministério Público fazer o seu trabalho. É não trocar ministro da Justiça, Superintendente da Polícia Federal, delegado, como o Bolsonaro fez para proteger o Flávio.” Na entrevista, Haddad também afirmou que os crimes do Banco Master foram cometidos na gestão do presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, indicado ao cargo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. “O Banco Master cresce de 2019 a 2024, exatamente no período da gestão do presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, indicado pelo Bolsonaro. E que fez campanha para o Bolsonaro, enquanto presidente do Banco Central autônomo. Nem poderia vestir camisa de CBF... Ele se envolveu com política, fazia parte de grupo de WhatsApp envolvidos na eleição. Coisa que é proibido por lei. E três ministros do Bolsonaro estão envolvidos no Banco Master: ministro da Comunicação, das Relações Institucionais – que era mulher do sócio do Vorcaro, e o ministro-chefe da Casa Civil”, afirmou. Flávio Bolsonaro, a esposa, Fernanda, e o pastor Silas Malafaia em ato na Avenida Paulista THIAGO MIYASHIRO/PERA PHOTO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
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